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Relatório Vindima Douro 2018
Fim do mais longo período de seca

Partimos do princípio que reverteríamos a um ano normal após o mais seco ciclo da vinha de sempre em 2017, mas estávamos enganados uma vez que a seca prolongar-se-ia até março de 2018. O Douro sofrera 20 meses consecutivos de chuva muito abaixo da média.

 

As nossas suplicas aos deuses do clima pareceram exageradas quando a seca de quase dois anos terminou abruptamente com a chegada de abundante precipitação em março, abril e maio. Estes meses extraordinariamente húmidos registaram chuva duas vezes acima da média e culminaram com uma forte tempestade na tarde de 28 de maio. Na zona do Pinhão, caíram 90 mm em menos de duas horas, com granizo localizado e devastador nalguns pontos. Nenhum solo consegue absorver tamanha quantidade de água, e muito menos as nossas vinhas escarpadas, onde a erosão provocou graves danos. Era espantoso ver oliveiras com os troncos arranhados em virtude das pedras arremessadas pela força das torrentes de água a precipitarem-se para o rio. Esta intempérie deixou marcas e suscitou olhares de desespero nos sábios caseiros durienses.

 

Chuvas abundantes são sempre um desafio durante o período delicado do abrolhamento até à floração e, inevitavelmente, esta primavera húmida originou perdas significativas. Os trabalhos na vinha foram intensivos e caros e os lavradores menos atentos perderam toda a sua produção. É impossível ignorar a realidade do Douro ter 16,890 lavradores com menos de 2 ha de vinha, mas que ainda representam 23% das vinhas da região. Muitas destas pequenas explorações sofrem de grandes carências e o seu futuro pode ser posto em causa à medida que as novas gerações procuram ocupações menos duras nas cidades.

 

O abrolhamento atrasou-se três semanas, fruto da primavera húmida e fresca e o pintor chegou com duas semanas de atraso face à média. Finalmente, um padrão de clima mais perto do habitual instalou-se em julho, com temperaturas próximas da média e pouca chuva. As vinhas que sobreviveram às agruras da passagem até à reta final mostravam-se viçosas ao longo do cálido mês de agosto, claramente beneficiadas pelos bons níveis de humidade nos solos.

 

As indispensáveis previsões climatéricas (que os nossos antepassados não tinham) apontavam tempo ótimo até outubro e tal veio a acontecer, proporcionado tempo suficiente para as uvas alcançarem maturações plenas. Sentíamos nesta altura que já merecíamos uma vindima calma e prazenteira e, embora setembro fosse mais quente do que teríamos gostado, com as médias mensais 3,4°C acima do normal, o lado positivo foi o céu constantemente limpo. Dias soalheiros avançaram as maturações mais rápido que o previsto e o arrefecimento dos mostos nos lagares foi quase sempre necessário.

 

As produções foram absurdamente baixas em 2018, com algumas das nossas vinhas a sofrer quebras de 40%, e são poucas as que não têm quebras de pelo menos 25%. Foi o segundo ano consecutivo com produções dramaticamente baixas e houve uma corrida desenfreada para obter uvas, especialmente por parte daqueles com poucas vinhas próprias. Os preços dispararam, o que é provavelmente algo de muito bom certamente para os lavradores que se debatem com dificuldades há vários anos. Esperemos que os custos mais altos das uvas corrijam os preços nas prateleiras ridiculamente baixos de alguns vinhos do Douro que prejudicam seriamente o futuro da nossa região, colocando-nos no mesmo patamar das regiões vinícolas com custos muito menores, a trabalhar vinhas planas que rendem produções elevadíssimas.

 

Devido às produções muito baixas (e em parte por causa delas) produzimos alguns excelentes vinhos do Porto e DOC Douro em 2018. A Touriga Franca parece particularmente boa, tendo beneficiado claramente do período final de maturação e apresenta cor maravilhosa e aromas expressivos que estarão em evidência nos nossos vinhos este ano.

 

É algo irónico que os muitos milhares de turistas que tão recentemente têm descoberto o charme único do Porto, bem como da extraordinária beleza do Douro, provocam uma forte fuga de mão-de-obra para o setor da hospitalidade, originado assim uma dramática falta de pessoas para trabalhar nas vinhas que os próprios turistas tanto admiram. O Douro, a mais desafiante vinha de montanha do mundo, é a última grande região vitícola do mundo a ser vindimada inteiramente à mão, em virtude da orografia incrivelmente escarpada. Esta situação não é — claramente — sustentável e se uma alternativa não for encontrada, as uvas serão deixadas nas vinhas.

 

Durante demasiado tempo, demasiadas pessoas têm olhado para o Douro como uma misteriosa e bela região, parada no tempo, onde vinhos do Porto e Douro podem ser produzidos a baixo custo, dependentes de um sistema regulatório, hoje tão distorcido, de remunerações baixas e de mão-de-obra abundante. As duas últimas vindimas mostraram que a mudança é um imperativo para podermos continuar a produzir os vinhos do Porto e Douro únicos, que nascem das nossas vinhas autóctones e dos nossos extraordinários solos de xisto.

 

Paul Symington

17.10.2018

 

 


Centenário da Batalha de La Lys Em Memória de Maurice Symington

Em memória de Maurice Symington, que combateu com o Corpo Expedicionário Português em 9 de abril de 1918

No início desta semana, o Presidente e o Primeiro-Ministro de Portugal juntaram-se ao Presidente Francês em Paris e depois em Richebourg, na região da Flandres Francesa, para assinalarem o centenário da Batalha de La Lys, onde o Corpo Expedicionário Português foi atacado por forças alemãs — cinco vezes mais numerosas. Os chefes de estado das duas nações visitaram o Cemitério Militar Português de Richebourg onde renderam homenagem aos soldados portugueses caídos na batalha.

Em 1918, Maurice Symington era um 2º-Tenente da Royal Field Artillery, Exército Britânico, no qual se alistara ao terminar a escola em agosto de 1914. Sendo fluente em português, integrava a Missão Britânica ao Corpo Expedicionário Português cujos 55,000 homens se tinham juntado à causa aliada em França em 1917.

No dia 9 de abril de 1918, o 2º-Tenente Symington estava junto da artilharia portuguesa em França, um pouco atrás das trincheiras, entre Armentières e Festubert, quando o Exército Alemão lançou um dos mais poderosos ataques da Grande Guerra. Oito divisões alemãs, constituídas por cerca de 100,000 homens, atacaram as forças portuguesas com cerca de 20,000. Apesar da heroica resistência lusa, as posições portuguesas cederam e a vizinha unidade britânica (119ª Brigada da 40ª Divisão do Exército Britânico) também foi obrigada a abandonar as suas posições. As verdadeiramente terríveis baixas totais do lado dos aliados durante a Batalha de La Lys (7 a 29 de abril de 1918) ascenderam a cerca de 120,000 homens.

Eis um extrato do diário do 2º-Tenente Maurice Symington, de 23 anos, com data de terça-feira 9 de abril de 1918, quando combatia com o Corpo Expedicionário Português em França:

Acordei às 4 da manhã com bombas de artilharia inimiga. Tremendo bombardeamento por todo o lado. SOS de todos os lados. Todas as linhas cortadas. Obuses a caírem à cadência de 10 cada minuto. Continuou até às 9, quando os boche atacaram e depois disso até às 14:15, quando a barragem de fogo finalmente cessou. Metralhadoras inimigas em ação por todos os lados, incluindo duas posições à nossa retaguarda. Decidimos evacuar às 14:45. Mal escapámos a tempo. Fui para Lestrem, mas não encontrei ninguém. Cheguei por fim a Calonne sur-la-Lys. A minha roupa consistia de pijamas, botas, calças e o meu sobretudo da farda. Também a pistola e um pacote de cigarros. ‘If’, o meu cão, não me largou e também escapou. Não sei como não fomos todos mortos. A pior coisa que alguma vez passei na vida.

Maurice Symington teve a sorte de estar entre os sobreviventes e regressou a Portugal, juntamente com o seu fiel cão, ‘If’, após o final da guerra em novembro de 1918. Foi-lhe posteriormente atribuída a Ordem Militar de Avis e recebeu uma nota de honra Mentioned in Despatches, que destacou os seus corajosos e distintos serviços em combate, num diploma assinado por Winston Churchill, então secretário de estado da guerra do governo britânico.

Maurice juntou-se ao seu pai como produtor de Vinho do Porto em Portugal no final de 1918, onde hoje os seus descendentes continuam a longa tradição familiar. Faleceu em abril de 1974, no mesmo quarto onde havia nascido, no número 1283 da Avenida da Boavista no Porto. Seu pai, Andrew James Symington, era produtor de Vinho do Porto que havia chegado a Portugal com 18 anos, oriundo da Escócia, em 1882. A sua mãe era Beatriz Leitão de Carvalhosa Atkinson, oriunda de uma família luso-britânica, ligada à produção de Vinho do Porto desde o século XVII.

 


A Família Symington Declara o Porto Vintage 2016

A família Symington tem o prazer de anunciar a sua decisão de declarar o Porto Vintage 2016. Esta é a quarta declaração Vintage para todas as nossas casas de Vinho do Porto desde 2000, e a primeira desde o magnífico 2011. Poucas regiões vitícolas restringem o lançamento de vinhos de exceção de modo tão meticuloso e somente Portos verdadeiramente excecionais são declarados.

O inverno de 2015/16 foi mais chuvoso do que a média, atuando como importante contrapeso ao verão quente no Douro. Condições húmidas persistiram em maio, provocando perda de produção entre os mais desprevenidos. Um padrão climático normal voltou a partir de junho, e o mês de agosto foi quente, embora com alguma bem-vinda chuva entre 24 e 26. Setembro iniciou com mais calor e alguns começaram a vindimar, mesmo que fosse claro — para os que monitorizavam as vinhas — que as uvas não estavam prontas. Para além disso, a meteorologia previa chuva e, efetivamente, aguaceiros providenciais acabaram mesmo por chegar nos dias 12 e 13 de setembro.

2016 foi um ano em que interpretar corretamente os sinais na vinha se revelou crucial. Foi também necessário correr alguns riscos. Charles Symington, enólogo principal, adiou a vindima até 19 de setembro; a melhor Touriga Nacional só foi vindimada a partir de 26 e a Touriga Franca — casta tardia — durante os primeiros dez dias de outubro. Os melhores Portos da Symington de 2016 foram produzidos durante este período sob céu limpo. Não é fácil na nossa região, com a sua incrível diversidade geográfica, vindimar as uvas na altura certa, sujeitos como estamos a algumas das mais baixas produções do mundo (26 hectolitros/ha) e aos riscos do stress hídrico. Para além disso, muitos produtores dependem de uvas compradas aos lavradores, estando também deles dependentes para as uvas serem vindimadas no momento certo. Todos os Vintage Symington 2016 provêm de quintas próprias, onde Charles e a sua equipa de viticultura estiveram diariamente na vinha, de meados de agosto até princípios de outubro, de modo a realizarem os imprescindíveis estudos de maturação. Todos os nossos Portos Vintage foram produzidos nas cinco pequenas adegas de lagares, empregando o método tradicional de pisa, associado aos grandes Portos.

Os Portos Vintage de 2016 são excecionais, com taninos que estão entre os mais refinados de sempre e que sustêm belíssimos sabores de frutos vermelhos e intensas cores púrpura. Têm estrutura e equilíbrio impressionantes, com Baumés, acidez, taninos e cor num raro alinhamento perfeito. Tal deve-se, sem dúvida, ao ciclo tardio da maturação, favorecendo o amadurecimento gradual e completo das uvas. A produção de cada um dos nossos Portos 2016 é cerca de 20% inferior ao anterior Vintage declarado, resultado de rigorosa seleção na sala de provas.

Vila Nova de Gaia, 9 de abril de 2018


Symington Oferece Ambulância a Bombeiros Voluntários de Sabrosa

A Symington Family Estates ofereceu, no sábado, 25 de novembro, uma ambulância aos Bombeiros Voluntários de Sabrosa. A cerimónia de entrega decorreu na sede da corporação, enquadrada nas comemorações do 126º aniversário desta relevante associação humanitária. Entre outras personalidades, o momento contou com a presença de José Artur Tavares Neves, Secretário de Estado da Proteção Civil, e de Paul Symington, CEO da Symington Family Estates.

Este foi o décimo veículo a ser entregue pela empresa a bombeiros voluntários durienses, facilitando, deste modo, o exigente trabalho destas corporações na assistência a pessoas que vivem em zonas mais isoladas e que, por esse motivo, estão condicionadas no que toca ao acesso a infraestruturas e serviços de saúde. Desde 2007, foram contempladas, com a oferta de uma ambulância, corporações das seguintes regiões: Pinhão, São João da Pesqueira, Provesende, Carrazeda de Ansiães, Lamego, Régua, Vila Nova de Foz Côa, Tabuaço e Vila Flor.

Ainda no que toca à área da saúde, a Symington Family Estates tem vindo também a contribuir, ao longo dos anos, com ações complementares que beneficiam o bem-estar da população. A aquisição de equipamento médico de suporte de vida para o hospital de Alijó e de equipamento médico específico de cardiologia para a Cruz Vermelha de Sabrosa são apenas dois exemplos de práticas da empresa neste domínio.

A doação da ambulância aos Bombeiros Voluntários de Sabrosa está integrada no projeto de responsabilidade social da Symington Family Estates que dá primazia a empresas e entidades da região, onde residem e trabalham cerca de 40% dos seus colaboradores, fomentando assim a economia e a sociedade locais. Outra das apostas da empresa passa pela promoção da sustentabilidade ambiental da Região Demarcada do Douro, associando a inovação tecnológica à preservação e proteção de castas autóctones e na salvaguarda da paisagem única da região.


Douro: Relatório de Vindima

A Vindima Mais Precoce

Este tem sido um ano muito seco e quente no Douro. De dezembro 2016 em diante, todos os meses registaram níveis de precipitação substancialmente abaixo da média com exceção de uma forte carga de água de 30 mm e granizo localizado na tarde de dia 6 de julho. Esta chuva contrariou um pouco a tendência, mas trouxe poucos benefícios uma vez que escorreu pelas vinhas de encosta, ocasionando danos nalguns terraços. Muito do nosso precioso solo foi parar ao Rio Douro que, durante alguns dias, adquiriu tons dourados.

A Quinta do Bomfim no Pinhão registou apenas 302 mm de chuva nos 11 meses desde 1 de novembro 2016, ou seja, exatamente 50% da média. Considerando que as produções nas vinhas de montanha do Douro são 4,300 Kg/hectare (compare-se com os 10,200 Kg/ha de Itália e com os 13,300 Kg/ha do Chile), sabíamos que as condições de seca sentidas este ano iam seguramente ser desafiantes. É difícil trabalhar estas encostas escarpadas. Mesmo em anos com condições climatéricas favoráveis, as produções no Douro são baixas. Um ano de seca e calor como foi 2017 sublinha quão desafiantes são as condições da nossa região.

Ao inverno soalheiro seguiram-se três meses cruciais de primavera: março, abril e maio, os quais foram, cumulativamente, 2,6°C mais quentes que a média e igualmente secos. O único interlúdio surpreendente foi um período frio durante a última década de março e que, no dia 23, trouxe uma rara queda de neve e geadas localizadas. O mês de abril foi o mais quente desde que os registos começaram em 1931, e apenas caíram uns absurdos 2,6 mm de chuva.

O abrolhamento teve início entre 8 e 10 de março, uma semana mais cedo que a média e a evolução da vinha acelerou ainda mais, tendo a floração chegado com duas semanas de antecipação — a partir de 4/5 de maio — face à média. Foi aparente desde junho como as nossas vinhas se adaptaram às condições de seca, apresentando crescimento comedido dos lançamentos e folhas. É como se tivessem uma extraordinária capacidade de discernir quando é preferível não ser exuberante.

O mês de junho foi o mais quente desde 1980, com uma onda de calor entre os dias 7 e 24 e as temperaturas no Douro Superior a atingir 43°C. O pintor teve inicio no Bomfim no dia 22 de junho — duas semanas de antecipação face à média. Julho foi igualmente quente e seco mas, felizmente, agosto foi mais moderado com noites relativamente frescas, trazendo alguma trégua na fase final das maturações.

Em princípios de agosto tornou-se claro que iriamos ter uma vindima antecipada e que a longa seca não seria aliviada por qualquer chuva de verão tardia. As previsões para o fim-de-semana de 26/27 indicavam chuva, mas apenas caíram modestos 4 mm na Quinta do Vesúvio e parcos 2 mm no Bomfim. Nesta fase, na maioria das vinhas as maturações encontravam-se tão avançadas que esta chuva trouxe pouco benefício.

De modo a preparar a vindima, Charles Symington teve de convocar a sua equipa de enologia, estando parte dela ainda de férias – o que ilustra bem quão avançado o ciclo deste ano esteve. Começámos a vindimar para os brancos no dia 23 de agosto e para os tintos no dia 28, 10 dias antes de qualquer data que tenhamos registo para anos anteriores. As vinhas apresentavam sinais de stress por desidratação e os teores de açúcar inevitavelmente elevados.

Um ano como este sublinha bem à diversidade do Douro; as vinhas com exposição sul e poente sofreram com as longas horas do sol da tarde, enquanto que aquelas acima de 300 metros tiraram vantagem das temperaturas mais frescas concedidas pela altitude. Houve contraste entre as vinhas mais novas, que tiveram dificuldade devido aos sistemas radiculares menos desenvolvidos, e as vinhas mais maduras que mal pareciam beliscadas pela seca. Aquelas desfaziam-se das folhas inferiores em meados de agosto, sinal da vinha a entrar em ‘modo de sobrevivência’. As mais velhas seguiram em frente com folhagem verdejante, embora com menos bagos em cada videira. A Barroca é uma variedade que não se dá bem com calor excessivo e as produções foram baixíssimas: 500 gr/videira nalgumas parcelas. Em contrapartida a Roriz teve um desempenho muito bom, assim como a grande clássica do Douro: Touriga Nacional. A Touriga Franca, sempre uma casta tardia, esteve notável e deu-se muito bem este ano.

As expectativas não eram elevadas, mas a confiança crescia dia após dia, uma vez que os vinhos DOC e os Portos apresentavam cor e aromas surpreendentemente bons. O tempo manteve-se sereno com céus limpos e, muito significativamente, com noites frescas durante as últimas três semanas de setembro. Tais condições são de enorme valor para o fruto maduro e frágil.

O Douro é uma das regiões vitícolas do mundo com produções mais baixas e a seca deste ano reduziu ainda mais a produção. Algumas das nossas vinhas tiveram quebras de 35% e a produção média rondará os 940 gr/videira.

Enquanto que os visitantes apreciam os aspetos tradicionais do Douro, este foi, na realidade, um ano para aproveitar o melhor da tecnologia moderna nalgumas áreas. Com algum empassamento a ser a consequência inevitável de um ano como este, as nossas máquinas de desengace Bucher Vaslin Oscillys — instaladas em cinco das nossas adegas — tiveram um desempenho formidável. Estas funcionam sem batimentos ou força centrífuga, em vez disso empregam um sistema de pêndulo que separa os bagos dos cachos enquanto que separa bagos danificados daqueles em bom estado que seguirão para as cubas de fermentação.

Houve uma falta de mão de obra bastante séria no Douro este ano, parcialmente em virtude da vindima precoce, mas também por causa do boom turístico em Portugal que tem levado pessoas a afastar-se do trabalho na agricultura. Está a revelar-se cada vez mais difícil encontrar pessoas para colher as uvas e o problema é crítico uma vez as uvas têm de ser vindimadas no momento certo. O Douro acorda para a realidade; nenhuma outra região vitícola da Europa é totalmente vindimada à mão.

Terminámos a nossa vindima no dia 26 de setembro, frequentemente a data de arranque em vindimas prévias. Foi um ano fora do vulgar e é improvável que seja uma exceção; há claros indícios de que o nosso futuro será definido de forma crescente pelas alterações climáticas — temperaturas mais elevadas e menos chuva. O Douro terá de se adaptar se quiser continuar a produzir grandes vinhos DOC e Portos a partir destas vinhas que compõem a maior área de vinha de montanha do mundo.

Agora que o pó literalmente assentou (depois da primeira chuva após meses sem gota) sobre a nossa vindima mais precoce de sempre, estamos satisfeitos pelo facto de termos produzido alguns vinhos DOC Douro muito bons, particularmente os tintos que revelam excelente cor e concentração, enquanto que os Portos também parecem promissores pelas suas cores púrpura-negra e sabores intensos.

 

Paul Symington

Vila Nova de Gaia, Portugal, 18-10-17


Caves da Cockburn’s Abrem a Visitas

A Cockburn’s tem o prazer de anunciar a reabertura das suas Caves do século XIX em Vila Nova de Gaia após uma profunda requalificação. A inauguração realizou-se no dia 18 de julho e na cerimónia esteve presente a Secretária de Estado do Turismo, Drª Ana Mendes Godinho.

As Caves Cockburn’s são as maiores na zona histórica da cidade; comportam 6 518 pipas de Vinho do Porto em estágio para além do equivalente a 10 056 pipas em balseiros. Este stock, de valor incalculável, é essencial para a criação de grandes vinhos e, em particular, o famoso Special Reserve da Cockburn’s.

Um museu novo contém uma coleção de aguarelas do século XIX da autoria do Barão de Forrester, bem como os extratos nunca publicados da década de 1930 de outra figura lendária do Vinho do Porto, John Henry Smithes. Para além de ser um brilhante provador, Smithes foi um dos pioneiros na pesquisa das castas do Douro.

Os visitantes poderão ver os trabalhos dos tanoeiros da casa a repararem cascos, empregando as mesmas técnicas de ofício e as mesmas ferramentas que os seus antepassados usaram ao longo dos séculos. A família Symington, proprietária da Cockburn’s, mantém a última tanoaria em operação em Vila Nova de Gaia. Na entrada da tanoaria está exposta uma magnífica caldeira a vapor Robey, fabricada na cidade inglesa de Lincoln em 1921 e que foi empregue no fabrico de pipas até 1996.

A crescente pressão de significativos projetos turísticos em Vila Nova de Gaia está a resultar na diminuição do número de caves que continuam o tradicional envelhecimento de Vinho do Porto na zona histórica de Gaia. As renovadas Caves Cockburn’s, com os seus grandes e valiosos stocks, mantêm a secular e insubstituível arte do lento envelhecimento de Vinho do Porto em cascaria de carvalho avinhada.

Paul Symington comentou: ‘A abertura destas caves representa um passo importante na reafirmação desta grande casa de Vinho do Porto após décadas sob controlo multinacional. A minha família continua a investir na Cockburn’s e a partir de agora os visitantes poderão ver o nosso trabalho em primeira mão.’

A pré-reserva é necessária dado que todas as visitas são guiadas.

O preço da visita por pessoa começa nos €12.


Symington Family Estates Adquire Quinta no Alentejo

A família Symington acaba de adquirir uma conhecida propriedade de 207 hectares no Alto Alentejo. Esta quinta, inserida no Parque Natural da Serra de São Mamede, tem 43 hectares de vinhas em plena produção, localizadas a uma altitude variável entre os 490 e os 550 metros. Os solos xistosos e graníticos apresentam uma boa capacidade de drenagem da água proveniente dos riachos das encostas situadas no limite nordeste da propriedade. Com 1025 metros de altitude, a serra de São Mamede é o pico montanhoso mais elevado a sul do Rio Tejo. 
 
Portalegre, uma das mais pequenas sub-regiões vinícolas do Alentejo, conta com apenas 841 hectares de vinha altamente fragmentada, e usufrui de um excelente microclima, muito influenciado pela serra de São Mamede. As vinhas estão expostas a temperaturas estivais mais moderadas do que as restantes vinhas situadas mais a sul nas extensas planícies alentejanas. 
 
Desde há vários anos que a família Symington explorava a região com o intuito de adquirir uma vinha, acabando por se concentrar nesta localização em particular, pelas características dos seus solos, do seu clima ameno e pela crescente qualidade dos vinhos produzidos neste local. 
 
A propriedade, até agora conhecida como “Altas Quintas”, produz vinhos há muitos anos. Contudo, a família Symington decidiu não adquirir nenhum stock de vinho, tendo optado por iniciar este projeto com vinhos produzidos exclusivamente por ela. O objetivo último é o de produzir vinhos premium ao nível dos melhores vinhos do seu atual portfólio. 
 
Rupert Symington afirma: “Depois de 135 anos no Douro, a família entendeu que era o momento indicado para produzir vinho noutra grande região vinícola de Portugal. Gostamos muito do Alto Alentejo, em especial a região onde se inserem estas vinhas e esperamos poder produzir aqui vinhos diferentes e muito interessantes.” 

Symington Declara o Quinta do Vesuvio e Dow's Senhora da Ribeira Porto Vintage 2015

Produzidos em duas das vinhas mais remotas do Douro Superior, a família Symington tem o prazer de anunciar o lançamento dos Portos Vintage 2015 da Quinta do Vesuvio e da Quinta da Senhora da Ribeira.

O ciclo da vinha no Alto Douro em 2015 — entre o abrolhamento e o pintor — foi o mais quente e seco das últimas três décadas, mas as chuvas abundantes do Outono de 2014, e as chuvas da Primavera, mais abundantes (surpreendentemente) no Douro Superior do que no restante vale do Douro, criaram reservas de água suficientes para suster as vinhas durante o período estival.

A vindima na Quinta da Senhora da Ribeira começou a 8 de Setembro, mas as melhores castas nas melhores parcelas, nomeadamente a Touriga Nacional, da ‘Vinha Grande’, e a Touriga Franca da ‘Vinha da Pedreira’, só foram vindimadas, respectivamente, nos dias 23 e 30 de Setembro, de modo a beneficiarem da abundante precipitação registada no dia 15.

Na Quinta do Vesuvio, a Touriga Nacional das parcelas da ‘Quinta Nova’ e da ‘Raposa’ começou a ser vindimada a partir do dia 21, seguindo-se a Touriga Franca das parcelas do ‘Vale da Teja’, uma semana depois.


 


Graham’s Declara o Stone Terraces Porto Vintage 2015


Graham’s Declara o Stone Terraces Porto Vintage 2015

A pequena vinha, com apenas 2,9 hectares, denominada The Stone Terraces da Quinta dos Malvedos, produziu um vinho extraordinário em 2015. As uvas foram vindimadas à mão nos dias 12 e 13 de Setembro, dois dias antes de abundante queda de chuva no vale do Douro. A vinificação teve lugar nos lagares da pequena adega dos Malvedos. As produções foram incrivelmente baixas, apenas 0,82 Kg/videira, mas a pisa que decorreu nos dias seguintes deu lugar a um magnifico vinho com sublimes aromas de violetas.

A vinha Stone Terraces (socalcos de xisto) nos Malvedos é constituída por três parcelas contíguas, dispostas sobre as encostas de um vale sinuoso. Uma parcela está virada a norte, outra tem exposição leste e a última exposição oeste. Nenhuma tem exposição sul. Praticamente todos os socalcos suportam apenas um bardo de vinhas e os muros de suporte têm, em média, 2 metros de altura. Estes muros e solos de xisto desempenham uma importante função ao promoverem a maturação das uvas durante a noite (por reterem algum do calor diurno). As exposições variadas das parcelas conferem também excelente equilíbrio e são determinantes para este Vinho do Porto raro.

O Graham’s Porto Vintage Stone Terraces é apenas engarrafado quando esta vinha produz vinhos incomparáveis, fruto da sua localização e disposição únicas e das suas baixas produções. A qualidade não é necessariamente coincidente com a dos anos de declarações Vintage gerais. A família Symington, à qual a Graham’s pertence, acredita que o Stone Terraces 2015 envelhecerá muito bem e que se tornará um Porto Vintage notável, de extraordinária elegância e complexidade.

O primeiro Porto Vintage Stone Terraces foi o 2011 que recebeu grande reconhecimento por parte da crítica nacional e internacional; 97 pontos pela Wine Spectator, 18,5/20 da Jancis Robinson e foi descrito por Manuel Carvalho do jornal Público como uma “obra prima.”

07.04.2017


Porto Graham’s credenciado como fornecedor oficial de Sua Majestade Rainha Isabel II do Reino Unido – ‘Royal Warrant’

Por decreto de sua Majestade a Rainha Isabel II, a Symington Family Estates foi credenciada como fornecedor oficial da Corte Real da sua majestade com o ‘Royal Warrant’ para o Vinho do Porto Graham’s. A família Symington e todos os seus colaboradores nas vinhas do Douro e nos armazéns de Vila Nova de Gaia partilham esta singular honra.

 

Johnny Symington comentou “o nosso bisavô recebeu o ‘Royal Warrant’ da Sua Majestade o Rei George V para o Vinho do Porto Dow’s. É um grande orgulho estar na quarta e quinta geração da família e receber novamente este reconhecimento para o Vinho do Porto Graham’s. Estamos certos que os nossos antepassados se sentem orgulhosos de tal feito e de que a família continua a garantir o reconhecimento e crescimento da empresa”.

 

05.04.2017


A Cockburn’s Declara o Porto Vintage 2015


A Cockburn’s Declara o Porto Vintage 2015

A Cockburn’s anuncia a declaração do Porto Vintage de 2015. Este é o segundo Porto Vintage Cockburn’s produzido pela família Symington desde que adquiriu a histórica casa em 2010, tendo tomado posse das vinhas e dos armazéns em 2006. No século XIX e até meados do século XX, a Cockburn’s destacava-se como produtora de Portos Vintage de referência, atingindo os preços mais elevados em leilões e encabeçando as listas de preços das melhores garrafeiras.


Desde 2010, os Symington empenharam-se na recuperação da reputação da Cockburn’s. A família organizou duas provas de pesquisa com críticos nacionais e internacionais, uma no Porto, em Setembro de 2012 — na qual se provaram Vintages desde o 1896 — e outra em Londres, em 2015 que revisitou os Vintages Cockburn’s desde 1863. Estas extraordinárias provas foram fundamentais para descobrir o estilo que tornara a Cockburn’s tão respeitada e admirada. Nas duas ocasiões, o Cockburn’s 1908 foi considerado um dos melhores Portos Vintage de sempre e o Douro Superior como berço dos seus melhores vinhos.


A par das referidas provas, a família Symington introduziu significativas melhorias nas vinhas da Cockburn’s, na Quinta dos Canais e de Vale Coelho, ambas no Douro Superior. Os efeitos reflectiram-se no Cockburn’s Porto Vintage 2011, que obteve pontuações extraordinárias: Wine Spectator (97 pontos), Wine Enthusiast (97 pontos), James Suckling (98 pontos — segunda nota mais alta deste crítico) e Jancis Robinson (18.5/20). Neil Martin, no “eRobertParker”escreveu: “Definição maravilhosa...relembra os clássicos de outrora. A Cockburn’s está de volta”.


Relatório Vindima 2016

Um ano com um ritmo especial
 
Este ano foi muito importante ter um conhecimento profundo das vinhas; cada parcela e cada casta evoluíram ao seu próprio ritmo, o que exigiu um acompanhamento de perto e constante por parte dos enólogos. Decidir a data da vindima com base num palpite ou a seguir o que outros faziam, não foi uma boa escolha neste ano atípico. Quem soube aliar a um profundo conhecimento da vinha muita paciência, foi recompensado com alguns Vinhos do Porto e Douro DOC de grande qualidade.
 
O ano vitícola começou de uma forma positiva com um Inverno chuvoso que trouxe, comparativamente ao Inverno do ano anterior, o dobro da chuva e cerca de 80 mm adicionais face à média dos últimos 30 anos. As temperaturas superiores ao habitual avançaram o ciclo vegetativo em cerca de 10 dias na maior parte da região. Contudo, alguns desafios apareceram quando o tempo chuvoso se prolongou por Abril e Maio, com níveis de precipitação três vezes acima da média para este período. Os habitantes locais foram surpreendidos com cheias pouco habituais em plena Primavera o que comprometeu a navegabilidade do rio, deixando em terra milhares de turistas que não chegaram a embarcar nos barcos cruzeiro do vale do Douro.
 
Com a chuva e o frio que se sentiram em Abril e Maio, tornou-se indispensável trabalhar intensivamente para proteger as vinhas. O Douro não está bem preparado para encarar estes desafios, dada a dificuldade de trabalhar vinhas muito escarpadas e pela distribuição de terrenos, muito fragmentada. Esta é a maior área de vinha de montanha do mundo e tem 17,000 agricultores com parcelas que não atingem um hectare. Muitos deles são idosos e não dispõem de tempo nem de recursos para tomarem as medidas necessárias para proteger as vinhas nestas condições e estima-se que este ano e por estas razões o Douro tenha uma quebra de produção de vinho no mínimo de 25% face a um ano normal. Os que conseguiram tratar das suas vinhas neste período foram recompensados com uvas saudáveis, embora o ano fresco tivesse atrasado o ciclo da vinha.
 
Junho e Julho marcaram o regresso do tempo mais típico para a época, mas o mês de Agosto teve grandes vagas de calor que voltaram a abrandar o ciclo de maturação, colocando a vinha sob grande esforço. A miraculosa, rara e muito desejada chuva de Agosto caiu nos dias 24 e 26, de forma bastante localizada e ausente, por exemplo, no vale do Pinhão. No entanto a precipitação fez a diferença nos Malvedos (18 mm), Vesúvio (7 mm) e no Ataíde (12 mm), precisamente nas vinhas em que fazia mais falta.
 
O mês de Setembro começou com uma vaga de calor intenso, tendo sido registada uma máxima de 43°C no dia 6 na Quinta do Bomfim. Este ano notou-se um grande aumento do turismo no Douro e por esta altura podíamos ver visitantes à procura de raros locais com ar condicionado, misturando-se com os lavradores locais visivelmente preocupados nos cafés do Pinhão, São João da Pesqueira e Tua. O stress nas vinhas mais novas, com sistemas radiculares menos desenvolvidos, era evidente. Contudo, as vinhas mais velhas estavam bem defendidas, apresentando uma folhagem viçosa e fruto saudável; as suas raízes conseguiam aceder à água armazenada no subsolo durante o Inverno e a Primavera muito chuvosos. No entanto as maturações estavam com algum atraso, porque as vinhas ainda estavam a recuperar das condições especiais de 2016, e tornava-se evidente que seria melhor ter uma vindima tardia para permitir que a vinha completasse o ciclo de maturação. Qualquer decisão precipitada para antecipar a vindima, por parte de quem que não estivesse verdadeiramente a par do que se passava na vinha, após semanas de intenso calor, equivaleria a desperdiçar uma oportunidade de ouro.
 
A partir do dia 7 de Setembro as altas temperaturas começaram a abrandar e, após semanas de controlo rigoroso na vinha, através de modernos métodos analíticos e também o infalível método tradicional da prova dos bagos na vinha, Charles Symington marcou a data de arranque de vindima para dia 15, nas nossas quintas mais a montante, e dia 19 para as restantes propriedades. Nos dias 12 e 13 choveu por toda a região, registando-se na Quinta da Cavadinha 18 mm, no Bomfim 16 mm, nos Malvedos 20 mm, nos Canais 15 mm, no Vesúvio 13 mm e na Quinta do Ataíde 13 mm. O Charles decidiu suspender a apanha das melhores castas, enviando as rogas temporariamente para casa, ou transferindo-as para as vinhas mais novas ou castas menos valorizadas. Depois desta chuva oportuna e assim que as vinhas reencontraram novamente o seu equilíbrio ideal, a vindima recomeçou no dia 19. O Charles tomou mais uma decisão importante adiando de 22 para 26 de Setembro a colheita da Touriga Nacional, para que esta casta atingisse a maturação ideal. Desde então a vindima prosseguiu com tempo perfeito e noites frescas. É raro estarmos a finalizar uma vindima no Douro na semana de 10 de Outubro, após 4 semanas de condições perfeitas sob céu limpo.
 
Dadas as condições especiais deste ano as vinhas seguiram o seu próprio ritmo e tornou-se imprescindível compreender a evolução das mesmas presencialmente, no seguimento do verão quente. Não há duvida que este ano as vinhas demoraram mais tempo a atingir o equilíbrio desejado e que este conhecimento só se atinge graças a muitas horas de análise cuidada na vinha. Basta observar os lagares de Touriga Nacional, de Touriga Franca e de misturas de castas tradicionais do Douro, ainda a terminarem as fermentações, para se conseguirem prever os resultados excecionais alcançados pelos que trabalharam arduamente e tiveram a paciência necessária.
 
Paul Symington
 
12-10-16
 
Charles Symington, Pinhão, segunda-feira dia 10 de Outubro
 
“O tempo ao longo da vindima esteve excecionalmente bom, o que possibilitou o desenrolar perfeito das maturações. Foi possível decidir os momentos de vindimar sem nos preocuparmos com alterações climatéricas e suspendemos a vindima, quando necessário e em diferentes propriedades, dando tempo às vinhas para atingirem o estado de maturação ideal. Os lagares mostram Baumés muito equilibrados e cor excecional, e a Touriga Franca poderá ter produzido os melhores vinhos desta vindima. Os vinhos apresentam grande frescura e elegância, tal como estrutura.”

 


A QUINTA DO BOMFIM GANHA PRÉMIO INTERNACIONAL DE ENOTURISMO

A “Great Wine Capitals” é uma associação que reúne nove* das mais importantes regiões vitivinícolas do mundo e elegeu o novo Centro de Visitas da Quinta do Bomfim, da família Symington, como o vencedor Global na categoria de Serviços de Enoturismo, na edição de 2017 dos prémios Best of Wine Tourism.
 
A Quinta do Bomfim foi primeiramente distinguida a nível nacional, com o prémio da mesma categoria para 2017 e na cerimónia que ocorreu ontem, dia 10 de novembro no Porto, foi eleita como “Vencedora Global”. 
 
Os prémios entregues pelo Best Of Wine Tourism têm vindo a ganhar um grande reconhecimento internacional no sector dos vinhos e do enoturismo. A edição de 2017 contou com 28 candidaturas válidas das regiões do Douro e Porto, todas de elevada qualidade. 
 
A Quinta do Bomfim conta com 76 hectares de área de vinha e está localizada na vila do Pinhão, na região do Alto Douro a Norte de Portugal. A propriedade foi adquirida originalmente pela Dow’s em 1896 e mais tarde pela Symington em 1912.
 
Com um investimento de 2,9€ milhões em obras, criando 8 postos de trabalho permanentes, a Quinta do Bomfim abriu em maio de 2015 o seu novo centro de visitas que proporciona uma experiência completa começando pelo museu, seguindo-se de uma visita guiada pela nova adega de lagares e o centenário armazém, onde envelhecem os melhores vinhos da marca Dow’s, e termina com uma prova de vinhos tendo o Douro como cenário de fundo.
Existe ainda a opção de fazer um passeio pelas vinhas e os visitantes podem escolher levar consigo um piquenique (sob pré reserva) até à casa dos Ecos onde poderão almoçar com uma vista inesquecível. 
 
Foi nesta propriedade que nasceram alguns dos melhores Portos Vintage da região, incluindo o lendário Dow’s 2007 (o único vinho do Porto deste século que foi distinguido com 100 pontos pelo Wine Spectator) e o Dow’s 2011 (classificado em primeiro lugar no Top Anual de 2014 da Wine Spectator).
A história da família Symington e da Quinta do Bomfim são indissociáveis do enorme legado do vinho do Porto e da magnífica região que está na sua origem.
 
A família Symington afirma: “ Sentimo-nos muito honrados pela Quinta do Bomfim ter ganho este prémio tão importante. Durante anos esperámos que os turistas descobrissem a incrível beleza do Douro e isso está finalmente a acontecer, trazendo novas oportunidades para os nossos vinhos e para as pessoas desta nossa região”.
 
*Adelaide, Bilbao, Bordeaux, Cidade do Cabo, Mainz, Mendoza, Porto, São Francisco e Valparaiso.
 

Artigo Sobre o Turismo no Douro - Jancis Robinson

A conceituada Jornalista de Vinho Jancis Robinson escreveu no passado dia 14 de Outubro no Financial Times, um artigo sobre o crescimento actual do Turismo no Porto e na região do Douro.
 
Pode ler o artigo completo no blog da jornalista, jancisrobinson.com.

Mestre Tanoeiro Honrado pela Cidade de Vila Nova de Gaia

No dia 28 de Junho de 2016, o Presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia entregou ao mestre tanoeiro, Senhor Emílio Oliveira, a Medalha Honorífica da Cidade. Até à data este reconhecimento público contemplou pessoas oriundas do mundo empresarial, dos serviços públicos, das artes e do desporto.  Esta foi a primeira vez que a cidade honrou um artesão ligado ao Vinho do Porto, cuja associação a Vila Nova de Gaia remonta ao século XVII.

O mestre tanoeiro, Emílio Santos Oliveira é responsável pela tanoaria da Symington há 30 anos e é um digno representante de uma actividade que há séculos desempenha um papel fundamental no envelhecimento de grandes Vinhos do Porto. Esta arte mantem a sua relevância na criação de grandes Vinhos do Porto e,  enquanto que a maioria das casas fechou as suas tanoarias, a Symington manteve a sua com 7 tanoeiros no activo, tendo toda esta equipa beneficiado da experiência ímpar do Sr. Emílio.

O Presidente da Câmara, Sr. Eduardo Vítor Rodrigues, acolheu com agrado a proposta inicial da Symington Family Estates em dar o devido reconhecimento aqueles ligados às artes tradicionais indissociáveis do Vinho do Porto.

O Sr. Emílio tem muitos amigos entre os seus colegas na Symington Family Estates, todos eles satisfeitos e orgulhosos por ele ter sido o primeiro tanoeiro reconhecido desta forma.


FALCÃO-PEREGRINO DEVOLVIDO À NATUREZA NA QUINTA DOS CANAIS


FALCÃO-PEREGRINO DEVOLVIDO À NATUREZA NA QUINTA DOS CANAIS

 

Na ensolarada manhã de 22 de Junho um jovem falcão-peregrino, recuperado pelo Centro de Recuperação de Animais Selvagens do Hospital Veterinário da UTAD em Vila Real foi devolvido à natureza na Quinta dos Canais. Esta vinha é uma das mais isoladas da família Symington no vale do Douro e tem uma grande diversidade de fauna selvagem, tornando-a uma escolha natural para a libertação desta ave.

Ferido durante o seu primeiro voo migratório entre as ilhas britânicas e o sul da Europa, o jovem falcão foi operado — em Dezembro de 2015 — e tratado no Hospital Veterinário da UTAD onde permaneceu durante 7 meses até ficar apto para o regresso à vida selvagem. A ave foi anilhada por uma organização de conservação da natureza no Reino Unido em Novembro de 2015, tornando assim clara a sua proveniência.

A família Symington apoia o Centro de Recuperação de Animais Selvagens da UTAD desde 2011 e várias espécies de aves de rapina foram libertas em diferentes quintas da família nos últimos anos.  As condições para a libertação nos Canais estavam de feição devido às elevadas temperaturas (na ordem dos 30ºC) propícias à formação de correntes térmicas que possibilitam a rápida ascenção das aves. Antes de retomar a liberdade dos céus deu-se ao falcão o nome de ‘Canais’.

Quinta dos Canais, 22 de Junho de 2016 


GRAHAM’S PORTO VINTAGE QUINTA DOS MALVEDOS 2004 GALARDOADO COM UM TROFÉU EM DOIS ANOS CONSECUTIVOS PELO INTERNATIONAL WINE CHALLENGE

Na sua 33ª edição, o International Wine Challenge, reconhecido como um dos melhores e mais meticulosamente julgados concursos de vinhos do mundo, atribuiu — pelo segundo ano consecutivo — um TROFÉU Porto Vintage ao Graham’s Porto Vintage Quinta dos Malvedos 2004.

O painel internacional de juízes provadores avalia cada vinho em prova cega, tomando em consideração “fidelidade ao estilo, região e ano”. Ao longo das rigorosas etapas de prova, cada vinho medalhado é provado em três ocasiões separadas por, pelo menos, dez juízes. Para alcançar um dos TROFÉUS, os vinhos medalhados com ouro, passam para uma segunda ronda na qual os juízes seleccionam apenas um vinho vencedor que será declarado detentor do TROFÉU.

Este foi mais um ano muito bem sucedido para a Graham’s; para além do Malvedos Porto Vintage 2004, também o Graham’s Vintage 1983, Porto Colheita 1972 e Porto 40 Anos alcançaram o ouro.


A OPEL LANÇA NOVO MODELO AUTOMÓVEL NA QUINTA DO BOMFIM


Opel CEO Karl-Thomas Neumann
At Quinta do Bomfim

A construtora de automóveis alemã Opel, escolheu a Quinta do Bomfim para a apresentação internacional do seu novo modelo: Astra Sports Tourer, Carro do Ano 2016. Entre os dias 10 e 24 de Março a Quinta do Bomfim receberá mais de 700 jornalistas oriundos de todo o mundo. Esta propriedade será a o ponto de partida para experimentarem o novo carro nas lindíssimas estradas de montanha do Douro.

O CEO da Opel, Dr. Karl-Thomas Neumann esteve na Quinta do Bomfim no dia 14 de Março para dar pessoalmente as boas-vindas aos jornalistas da especialidade alemães. Herr Neumann mostrou-se encantado com a beleza da Quinta do Bomfim e da paisagem circundante e agradeceu o bom acolhimento e simpatia do staff da Symington no Bomfim. Enquanto se deliciava com o magnífico dia de sol na varanda da Sala Vintage da Quinta, comentou que as vinhas do Douro lembravam-lhe a região vínica do Moselle na sua pátria. A sede e principal fábrica da Opel em Rüsselsheim, donde saiu o seu primeiro automóvel em 1899, fica a pouco mais de uma hora do coração desta famosa região de vinhos conhecida pelos seus excelentes Riesling. Herr Neumann mostrou-se muito interessado nos métodos de produção do Vinho do Porto e do vinho Douro DOC.


GRAHAM’S ELEITA MARCA DE VINHO DO PORTO MAIS ADMIRADA DO MUNDO

 

A revista Drinks International levou a cabo o 6º inquérito das 50 Marcas de Vinho do Mundo Mais Admiradas. O júri foi constituído por mais de 200 pessoas influentes do sector dos vinhos, ‘Masters of Wine’, sommeliers e jornalistas.

Em 2016 este inquérito nomeou a Graham’s como a Marca de Vinho do Porto Mais Admirada do Mundo e a 14ª Marca de Vinho Mais Admirada do Mundo.

A marca Dow’s que ,tal como a Graham’s, pertence à família Symington ficou na 31ª posição nas 50 Marcas de Vinho Mais Admiradas do Mundo.

Entre os outros vinhos incluídos neste rol das Marcas de Vinho Mais Admiradas do Mundo estão nomes como, Vega Sicilia, Penfolds, Château d’Yquem, Château Margaux, Guigal, Château Latour, Cloudy Bay e Cheval Blanc.

A família Symington comentou; Estamos muito orgulhosos de ter alcançado esta posição de destaque entre os melhores vinhos do mundo. Este fantástico testemunho reconhece gerações de trabalho nas nossas vinhas no vale do Douro e nos nossos armazéns em Vila Nova de Gaia, bem como a lealdade e grandes capacidades das pessoas que connosco trabalham no nosso projecto de excelência.

 

DOAÇÃO DE AMBULÂNCIA AOS BOMBEIROS DE VILA FLOR

No Sábado, dia 13 de Fevereiro, a Symington entregou uma ambulância aos Bombeiros Voluntários de Vila Flor em reconhecimento do serviço vital que asseguram à comunidade local nesta zona rural de Trás-os-Montes e Alto Douro. Desde 2007, esta é a nona ambulância doada pela família Symington a corporações de bombeiros da região do Douro.

A família emprega perto de 500 pessoas, 40% das quais trabalham na região do Douro. No concelho de Vila Flor a família possui a Quinta do Ataíde cuja vinha é a maior do país com certificação biológica (80 hectares), produzindo, para além de vinhos em modo produção biológico, azeite biológico.
Com mais esta doação, são nove as ambulâncias que a Symington colocou ao serviço de várias corporações de bombeiros durienses na última década: Pinhão (2007), 
São João da Pesqueira (2009), Provesende (2010), Carrazeda de Ansiães (2011), Lamego (2012), Régua (2013), Vila Nova de Foz-Côa (2014), Tabuaço (2015) e agora Vila Flor.

Créditos fotográficos: Jornal de Notícias


VINHOS DA SYMINGTON PREMIADOS NOS MELHORES DO ANO 2015 DA REVISTA DE VINHOS

Na sexta-feira dia 12 de Fevereiro, na cerimónia MELHORES DO ANO 2015 da Revista de Vinhos, a Symington obteve os seguintes prémios:

Prémios de Excelência: 2 (num total de 30 atribuídos ao universo de vinhos portugueses)

  • Chryseia Douro Tinto 2013 - “Um grande tinto do Douro…uma marca que, nos últimos anos, se impôs definitivamente"
  • Graham’s 1972 Single Harvest Port - “Este [colheita] de 1972 é absolutamente imperdível e mostra bem a aposta do universo Symington neste tipo de vinhos.”

Os Melhores do Ano: 4 (num total de 192 atribuídos)

  • Dow’s Quinta da Senhora da Ribeira Porto Vintage 2013
  • Quinta do Vesúvio Porto Vintage 2013
  • Quinta do Vesúvio 2012 Douro Tinto 2012
  • Warre’s Late Bottled Vintage Porto 2003


Boas Compras – excelente relação qualidade/preço

  • Altano Quinta do Ataíde Reserva Douro 2011
  • Altano Quinta do Ataíde Biológico Douro 2013
  • Altano Douro Tinto 2013
  • Altano Douro Branco 2014
  • Cockburn’s Porto LBV 2009
  • Cockburn’s Porto 10 Anos
  • Dow’s Porto LBV 2009
  • Graham’s Porto LBV 2009
  • Graham’s Porto 10 Anos
  • Warre’s Otima Porto 10 Anos
  • Warre’s Porto LBV 2009


É gratificante mais uma vez vermos um Vinho do Porto e um Douro DOC produzidos pela empresa, lado a lado, na obtenção de prémios com este nível de reconhecimento (Prémios de Excelência). De realçar também o facto de toda a gama de vinhos Altano Douro DOC ter obtido a indicação ‘Melhor Compra’.


CHARLES SYMINGTON - ENÓLOGO DO ANO

É com muito orgulho que a Symington Family Estates informa que Charles Symington foi distinguido pela Wine – Essência do Vinho como ‘Enólogo do Ano’ no âmbito dos seus prémios ‘Os Melhores do Ano’ com que anualmente distingue pessoas e empresas na área dos vinhos e da gastronomia em Portugal.

O Charles foi o eleito entre diversos enólogos nomeados, oriundos de várias regiões do país e, ao anunciar a distinção na cerimónia de entrega dos prémios que decorreu na sexta-feira dia 29 de Janeiro de 2016, a Wine referiu-se ao Charles como: “um dos enólogos mais brilhantes desta geração”.

Este prémio é um testemunho do trabalho desenvolvido pelo Charles ao longo das últimas duas décadas em que a família tem vindo a consolidar o legado que lhe foi confiado pelos antepassados. O Charles entrou na empresa em 1995, sucedendo ao pai, Peter, como provador e enólogo das casas de Vinho do Porto da família, sendo também o director de enologia dos vinhos DOC Douro da Symington, os quais têm vindo a merecer reconhecimento crescente em todo o mundo.

Créditos fotográficos: Jornal de Notícias


WINE SPECTATOR 2014 WINE OF THE YEAR: WINE SPECTATOR TOP 100 OF 2014: TWO WINES MADE BY THE FAMILY ARE RANKED Nº1 AND Nº3

  • Dow’s 2011 Vintage Port the Nº 1 Wine of The Year
  • Chryseia 2011 Douro DOC: Nº 3 Wine of The Year

This is a landmark achievement for the Symington family, for the Douro and for Portugal. Particularly remarkable is the fact that two wines made by the same family in the same region (one fortified, one still) were ranked in the first three places.


REVISTA DE VINHOS 2014 WINE PRODUCER OF THE YEAR (FORTIFIED WINES)

On announcing this coveted accolade, Revista de Vinhos, Portugal’s leading wine publication, highlighted the company’s premium Ports, which “ shone brilliantly and intensely throughout 2014.”

They gave as examples the Graham’s Ne Oublie (a Symington family heirloom), and the Quinta do Vesuvio and Quinta da Senhora da Ribeira 2012 Vintage Ports. Revista de Vinhos stated though that the icing on the cake was the announcement in November by the influential US Wine Spectator that Dow’s 2011 Vintage Port was its Wine of The Year, ranked Nº1 in its annual TOP 100 listing which has global resonance. Chryseia, the Douro DOC red made by the Symingtons with the Prats family was ranked 3 rd.

 

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