História da Família

Andrew James Symington chegou a Portugal em 1882 para trabalhar na Graham’s. Tinha apenas 19 anos. O pai de Andrew era um mercador e escritor oriundo de Glasgow e a sua mãe era natural de Unst, uma das ilhas Shetland. Passados alguns anos, Andrew James saiu da Graham’s para prosseguir uma carreira independente como produtor de vinho do Porto e, em 1891, casou-se com Beatrice Leitão de Carvalhosa Atkinson, natural do Porto. Beatrice vinha de uma família ligada há muito tempo ao vinho do Porto; o seu avô tinha sido, desde 1814, produtor e exportador de vinho do Porto. Pelo lado de sua mãe, o lado português, Beatrice descendia dos primeiros mercadores de vinho do Porto do século XVII. Desta forma, a linhagem dos Symington no negócio do vinho do Porto recua 14 gerações e aos próprios primórdios da extensa história deste vinho.


Um forte legado familiar

Um forte legado familiar

Andrew James Symington foi um homem que se apaixonou pelo Douro e pelos seus vinhos, e acreditava que, para construir um negócio de vinho duradouro, ele e a sua mulher deviam incutir nos seus filhos uma visão de longo prazo. Andrew e Beatrice fixaram a sua família nos vinhedos do vale do Douro, onde os seus filhos passaram grande parte da infância.

Como mercador independente de vinho do Porto, Andrew Symington ganhou especial renome quando, em 1894, o Governo Português lhe confiou a venda de cerca de 20 000 pipas de vinho do Porto do processo Burnay. Uma gestão especulativa por parte da família de banqueiros Burnay tinha resultado num perigoso excesso de stock de vinho do Porto e, a fim de evitar um colapso do mercado, o governo viu-se forçado a intervir. A forma hábil com que geriu este complexo processo valeu a Andrew o respeito do setor e também dos agricultores do Douro, ambos muito dependentes da estabilidade do mercado de vinho do Porto.

Em 1905 Andrew Symington tornou-se sócio na Warre & Co. Fundada em 1670, a Warre & Co. era a mais antiga casa de vinho do Porto britânica em Portugal. Em 1908, Andrew se converter-se-ia no seu único proprietário. Mais tarde, em 1912, Andrew adquiriu uma participação numa outra empresa produtora de vinho do Porto, a Silva & Cosens, a qual comercializava os seus vinhos com o nome mais conhecido de Dow´s e que, já nessa altura, detinha três importantes quintas no Douro. No início da década de 1920, três dos seus filhos sucederam-no na empresa, passando a geri-la até ao momento em que mais uma geração, a geração dos seus netos, se juntou a eles, depois da Segunda Guerra Mundial.


Uma família bem enraizada no Douro

Uma família bem enraizada no Douro

Andrew e Beatrice tiveram três filhos: Maurice, que nasceu em 1895, e os gémeos John e Ronald, que nasceram em 1900. Maurice seguiu os passos do seu pai no negócio de família, logo depois de ter servido na Primeira Guerra Mundial. Os seus irmãos juntaram-se a eles na década de 1920. Logo após a Grande Guerra, o setor do vinho do Porto viveu um período de prosperidade, tendo-se revelado uma época auspiciosa para levar a empresa para diante.

Pensando no futuro de seus filhos, Andrew Symington já tinha consolidado firmemente as bases da sua empresa familiar quando decidiu tornar-se sócio na Dow’s, firma que, naquele tempo, era uma das casas de vinho do Porto mais dinâmicas. Durante a segunda metade do século XIX, a Dow’s já tinha investido em vinhas próprias no Douro, adquirindo a Quinta do Zimbro em 1887, a Quinta da Senhora da Ribeira em 1890 e a Quinta do Bomfim em 1896. Andrew Symington percebeu logo que para salvaguardar o futuro da sua família era essencial assegurar o controlo de vinhas de qualidade no Douro.

Sempre que possível, a família deixava a sua casa no Porto para viajar até às quintas no Douro, o que fez com que as crianças crescessem desenvolvendo um forte apego a esta região remota, inóspita e bravia. Infelizmente, Beatrice morreu em 1916, aos 46 anos de idade. Mas, os seus filhos Maurice, John e Ron, à medida que se iam tornando jovens adultos, começaram a ajudar o seu pai na gestão das quintas no Douro, cuidando das vinhas e supervisionando a vinificação. Algumas das videiras que plantaram entre as décadas de 1920 e 1930 ainda hoje existem, um testemunho tangível do amor da família pelo Douro.

Os livros de visitas das quintas, que são também um registo do ciclo anual da vinha e das condições meteorológicas, recolhem as frequentes anotações de Andrew, Maurice, John e Ronald e retratam vivamente o trabalho que pai e filhos empreenderam ao longo de várias décadas, à medida que iam abrindo o caminho para a geração seguinte. Ao ler estas anotações, rubricadas como "AJS" (Andrew), "MMS" (Maurice), "JDS" (John) e "RAS" (Ronald), não ficam dúvidas de que as vinhas do Douro eram a alma e a essência da família.


Consolidação da empresa familiar

Consolidação da empresa familiar

Os netos de Andrew e Beatrice, Michael, Ian e James, entraram na empresa da família num dos períodos mais difíceis para o setor do vinho do Porto: a época posterior à Segunda Guerra Mundial. Mais tarde, a eles se juntariam Peter e, depois, Amyas. A Segunda Guerra Mundial fez parar as exportações de vinho do Porto para a Grã-Bretanha, o seu principal mercado, e, na verdade, também para a maioria dos outros países. Muitas das famílias há muito tempo ligadas ao vinho do Porto venderam as suas empresas e deixaram Portugal. A própria família Symington arriscava-se a perder o negócio. No entanto, a família nunca deixou de acreditar numa possível recuperação, mesmo quando os tempos difíceis a obrigaram a vender duas das suas mais preciosas propriedades, a Quinta do Zimbro e a Quinta da Senhora da Ribeira. Numa extraordinária reviravolta, 45 anos mais tarde, em 1998, a geração seguinte da família conseguiu recomprar a Quinta da Senhora da Ribeira.

A fé dos Symington no Douro durante estes tempos difíceis começou a produzir efeito durante a década de 1960, quando a Europa entrou num período de prosperidade. A declaração do magnífico Vintage 1963, um grande clássico do século XX, prenunciou um período de crescimento sustentado e de sucesso para a empresa familiar. Esta geração não só foi fundamental para mudar as perspetivas do negócio da família, como contribuiu também para, juntamente com outros, um ressurgimento generalizado do setor de vinho do Porto, ajudando a assentar as bases para o seu importante crescimento nos mercados de todo o mundo durante as décadas de 1970 e 1980.


Olhando para o futuro

Olhando para o futuro

A geração que está hoje no comando dos negócios da família é integrada por Paul, Johnny, Rupert, Dominic e Charles. Os seus pais fizeram questão de os preparar corretamente para se tornarem nos guardiões da orgulhosa herança construída pelos seus antepassados. No cerne da sua filosofia estão as valiosas lições adquiridas dos seus avôs, pais e tios, sendo que de entre os vários ensinamentos, o principal é o reconhecimento da importância de possuir vinhas próprias. À medida que a empresa foi prosperando, a família adquiriu mais terras ao longo do vale do Douro, principalmente nas melhores sub-regiões, o Cima Corgo e o Douro Superior, onde os seus antepassados já há muito que se tinham estabelecido.

Vários membros da quinta geração da família Symington, durante a época de férias dos seus estudos, já trabalharam nas adegas da família durante a vindima e nas caves de Vila Nova de Gaia, ajudando a receber visitantes. Nos próximos anos, mais membros da família juntar-se-ão à empresa, garantindo a continuidade da longa tradição familiar. Charlotte Symington já se juntou ao negócio da família, estando a trabalhar em Londres como gestora de marca de vinho do Porto.

‘Ter tido a oportunidade de viver todas aquelas experiências na adega da Quinta dos Malvedos foi uma formação fantástica. Foi um privilégio fazer parte da equipa com pessoas como o Fonseca, o Juca e o senhor Tibério, sete dias por semana, durante cinco semanas, trabalhando nos turnos da noite, quando surgiam emergências no meio da noite ou quando as bombas avariavam. Aprendemos a fazer parte de uma equipa trabalhadora e dedicada, integrada por algumas pessoas cujas famílias trabalham connosco há várias gerações.’

William Symington
(quinta geração)

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