AMBIENTAL: VITICULTURA SUSTENTÁVEL

A família Symington pratica na Quinta do Ataíde e na Quinta da Canada a viticultura biológica. Com um total combinado de 112 hectares, isto representa a maior área de vinha de produção biológica em Portugal. Outros quatro hectares na Quinta das Lages, no vale do Rio Torto, e dez hectares na Quinta dos Malvedos, ambas da Graham´s, também são de exploração biológica, o que eleva a área total de vinha em modo de produção biológico da família a 126 hectares.

Todas as outras quintas da Symington no Douro são geridas de acordo com um sistema de intervenção mínima conhecido como "Produção Integrada".

Durante mais de duas décadas que as vinhas da família Symington têm sido geridas de acordo com os princípios da Produção Integrada, um modo de produção rigoroso que preconiza uma intervenção o mais reduzida possível na vinha. Na prática, isto significa restringir, tanto quanto possível, o tipo e a quantidade de tratamentos aplicados às videiras para o controlo de pragas e doenças.

A prevenção é chave e, por isso, é fundamental contar com os dados recolhidos pelas diversas estações meteorológicas localizadas em várias quintas. A informação obtida é utilizada para realizar análises de riscos e identificar potenciais ameaças para as videiras, a fim de evitar a necessidade de tratamentos agressivos.

Outro aspeto benéfico da gestão agrícola introduzida pela equipa de viticultura da Symington tem sido o uso de enrelvamentos, ou seja, sementeiras entre os bardos das vinhas. Estas ajudam a conservar a humidade e a combater a erosão, contribuindo também com matéria orgânica para o solo. Estas culturas de cobertura são uma defesa contra as ervas daninhas e oferecem um habitat alternativo para os insetos, os quais são uma parte essencial da cadeia alimentar. Desta forma, as vinhas fornecem um habitat saudável para aves, répteis e mamíferos, garantindo uma adequada biodiversidade e um meio ambiente equilibrado e sustentável.

Paul Symington
Presidente do Conselho de Administração

Conservação da Natureza

Conservação da Natureza

Um dos efeitos benéficos da introdução da agricultura biológica e da Produção Integrada nas vinhas da família Symington tem sido a conservação da natureza. Nos últimos anos, a família pode testemunhar o aumento do número de espécies de fauna, entre os quais, lontras, lebres, ouriços, pequenos répteis e insetos, incluindo uma rica variedade de aves, como corujas, águias, falcões e abutres. Para além disso, uma grande diversidade de flores silvestres abunda nas vinhas. Um exemplo particularmente gratificante de conservação da vida selvagem nesta área é o repovoamento do mocho-de-orelhas, a mais pequena ave de rapina em Portugal. O seu habitat natural foi preservado, em grande parte, graças à abundante disponibilidade de alimentos sob a forma de grandes insetos, abundância essa apenas possível graças às práticas agrícolas não invasivas consagradas pela viticultura biológica e a Produção Integrada. O mocho-de-orelhas foi adotado como o símbolo da gama de vinhos Altano Douro DOC da Symington.

Do total de 2 118 hectares de terra que a família Symington detém no vale do Douro, aproximadamente metade está plantada com vinhas, sendo o resto ocupado por vegetação silvestre, floresta, olivais e pomares. Estas áreas consideráveis sustentam uma grande diversidade de flora e fauna e constituem um habitat natural para grande variedade de espécies.


Vale da Vilariça:
aptidão para a viticultura biológica

Vale da Vilariça:
aptidão para a viticultura biológica

O vale da Vilariça possui várias caraterísticas que proporcionam condições ideais para a viticultura biológica:

  • Uma topografia relativamente suave, o que permite que grandes extensões de vinha gozem de uma exposição uniforme à luz solar e de um ciclo de maturação homogéneo.
  • Um marcado clima continental, com invernos muito frios e verões quentes e secos que resultam numa humidade relativa mais baixa, o que se traduz numa menor probabilidade de doenças da videira. A média anual de precipitação situa-se em apenas 500 milímetros.
  • Solos de xisto, profundos e com baixa acidez, que são menos pedregosos do que os solos que se encontram nas restantes zonas do Douro. Possuem um teor de argila mais elevado, favorecendo a retenção de água, uma vantagem significativa nesta zona seca.
  • Um ambiente adverso para os parasitas da videira e condições limitadas para o desenvolvimento de doenças da videira, o que facilita a viticultura biológica.

A primeira vinha no vale da Vilariça obteve a certificação biológica em 2006, permitindo à Symington Family Estates lançar o seu primeiro vinho de produção biológica. Em 2010, após três anos de agricultura biológica, as vinhas da Quinta do Ataíde e as vinhas da Quinta da Canada também receberam a certificação biológica. Para além de contribuir para a crescente produção do vinho Altano de produção biológica, estas vinhas continuam a fornecer uvas de excelente qualidade para os outros vinhos DOC da Symington, como o Quinta do Ataíde.


Vinificação com uma baixa pegada de carbono

Vinificação com uma baixa pegada de carbono

Para além de promover a sustentabilidade através da viticultura de intervenção mínima, a família Symington também está completamente empenhada em praticar uma vinificação o mais ecológica possível. As suas duas maiores adegas, onde são vinificadas a maior parte das uvas provenientes das vinhas que não pertencem à família, estão equipadas com autovinificadores e, só na Quinta do Sol, há 48 destas cubas. Os autovinificadores empregam o CO2 libertado durante a fermentação para bombear o mosto sobre o chapéu, recorrendo apenas a energia externa nos casos em que é necessária a utilização do sistema de controlo de temperatura.

Não menos importante é o facto de que, para além das adegas na Quinta do Sol e na Quinta do Bomfim, de maior dimensão, a família conta com outras sete adegas muito mais pequenas, distribuídas geograficamente ao longo do vale do Douro e localizadas em algumas das suas melhores quintas. Estas adegas, como as da Cavadinha, Malvedos, Senhora da Ribeira, Vesúvio e Roriz, produzem vinhos a partir das uvas provenientes das suas respetivas vinhas, reduzindo enormemente o tempo de transporte das uvas.

Adegas tradicionais, como a da Quinta do Vesúvio, uma das referências do Douro, continuam a produzir vinhos do Porto exclusivamente pelo método de pisa a pé, utilizando portanto a força do homem em vez de energia elétrica.

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